Alessandra Campelo denuncia que Melqui Galvão teve acesso a celular na carceragem da PC-AM e coagiu vítimas e testemunhas

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Foto: Miguel Almeida/Divulgação
Foto: Miguel Almeida/Divulgação

Mais uma denúncia grave amplia os desdobramentos do caso envolvendo Melqui Galvão, professor de jiu-jítsu investigado por uma série de crimes, entre eles importunação sexual e estupro de vulnerável, acusações que provocaram repercussão nacional e internacional no meio das artes marciais.

Nesta terça-feira (12/05), durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), a deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) denunciou que Melqui, mesmo durante o período em que esteve preso na carceragem da Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas, em Manaus, teria tido acesso irregular a um aparelho celular para ameaçar, pressionar e coagir vítimas e testemunhas do caso.

Procuradora Especial da Mulher da ALEAM, Alessandra Campelo apresentou na tribuna um vídeo em que, segundo a parlamentar, Melqui aparece realizando uma videochamada de dentro da cela para tentar convencer uma das vítimas a mudar o depoimento prestado à polícia. Ainda conforme a denúncia, o investigado teria oferecido vantagens financeiras em troca da alteração das declarações após o cumprimento da prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo.

De acordo com a deputada, o acesso ao celular dentro da unidade policial teria contado com a ajuda do próprio irmão de Melqui, que atua como policial civil, além da participação de uma terceira pessoa ainda não identificada.

“Quando um abusador recebe um celular e ajuda dentro de uma prisão para ameaçar uma vítima, como essa mulher vai se sentir segura e encorajada para denunciar?”, questionou Alessandra Campelo durante o discurso.

A parlamentar afirmou ainda que entrou em contato com o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, solicitando providências imediatas, entre elas o encaminhamento das denúncias à Corregedoria da corporação e o afastamento do servidor supostamente envolvido.

Prisão preventiva
Alessandra Campelo informou que encaminhará as novas denúncias à delegada responsável pela investigação em São Paulo. A Procuradora Especial da Mulher da ALEAM também defendeu a conversão da prisão temporária de Melqui Galvão em prisão preventiva, sob o argumento de que o investigado estaria tentando interferir no andamento das investigações e intimidar vítimas.

“Não podemos permitir que vítimas sejam silenciadas pelo medo. Toda denúncia precisa ser investigada com rigor, e qualquer tentativa de intimidação deve ser tratada com máxima seriedade pelas autoridades”, declarou a parlamentar.

Você não está sozinha
Novas denúncias sobre o caso Melqui Galvão podem ser feitas anonimamente pelo WhatsApp (92) 99400-0093 da Procuradoria Especial da Mulher. O órgão liderado pela deputada Alessandra Campelo funciona no segundo andar da ALEAM – Avenida Mário Ypiranga Monteiro, antiga Avenida Recife, no Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus.