O enfrentamento à vulnerabilidade de famílias atingidas pela dependência química foi um dos principais temas abordados pelo senador Omar Aziz durante encontro com lideranças políticas no bairro Alvorada, nesta quinta-feira (20). Ao lado do senador Eduardo Braga e do candidato a deputado estadual Matheus Garcia, Omar defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao acolhimento, à prevenção, à recuperação de jovens e ao suporte a pais e mães que convivem com esse problema dentro de casa.
Para o senador, a atuação do poder público precisa alcançar essas famílias antes que a dependência química provoque consequências ainda mais graves. Omar defendeu que o Estado esteja presente não apenas no tratamento, mas também na prevenção e na criação de oportunidades para os jovens.
“Você que é mãe, você que é pai, que hoje dentro da família conhece alguém que está doente, que é usuário de droga, vai ter o nosso ombro amigo para que a gente possa cuidar desse filho, dessa filha e tirá-los da doença”, afirmou.
Omar também destacou o impacto da dependência química sobre toda a estrutura familiar e defendeu que o problema seja tratado como uma responsabilidade do poder público.
“Nenhum pai e nenhuma mãe coloca o filho no mundo para que seja preso ou morto. É obrigação nossa”, declarou.
O candidato afirmou ainda que pretende articular as políticas sociais com investimentos em saúde, educação e segurança pública e destacou a parceria com Eduardo Braga no Senado para viabilizar recursos para os projetos de um eventual governo.
“Todos os programas e obras, tanto na área de segurança, na saúde e na educação, eu vou ter o Eduardo no Senado para ajudar a conseguir recursos para que a gente possa ajudar o povo do Amazonas”, disse Omar.
O projeto
A proposta defendida por Omar está alinhada ao Programa Amazonas Forte Social, previsto no Plano Estratégico de Desenvolvimento. O programa propõe uma atuação integrada entre assistência social, saúde, educação e segurança para ampliar a proteção às famílias em situação de vulnerabilidade.
A ideia é fazer com que diferentes áreas do Estado atuem de forma coordenada, identificando as necessidades das famílias e garantindo acesso aos serviços públicos. Um dos conceitos que orientam o programa resume essa estratégia: “Integrar para proteger, proteger para libertar: o foco é a construção da autonomia e do futuro das famílias amazonenses”.
Entre as prioridades está a busca ativa de famílias que hoje permanecem fora do alcance das políticas públicas. A proposta é identificar quem precisa de atendimento e aproximar os serviços dessas pessoas, principalmente em áreas onde as distâncias, as dificuldades de deslocamento e a falta de informação dificultam o acesso à assistência social.
O plano também prevê investimentos para melhorar a estrutura de atendimento e qualificar os profissionais que trabalham diretamente com as famílias. A estratégia busca fortalecer a presença do Estado nos territórios e permitir um acompanhamento mais próximo de crianças, jovens, mães e famílias em situação de vulnerabilidade.
Para Omar, a política social deverá funcionar de forma articulada com outras áreas de um eventual governo, especialmente saúde, educação e segurança pública, com foco na prevenção e na recuperação de pessoas em situação de vulnerabilidade.




