Roberto Cidade apresenta projeto de lei para criação da Escola de Aquaviários do Amazonas

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Foto: Artur Gomes
Foto: Artur Gomes

Como forma de fortalecer o principal meio de transporte do interior do Amazonas, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), apresentou o Projeto de Lei nº 709/2025, que estabelece diretrizes para a criação da Escola de Aquaviários do Estado do Amazonas (EAA).

A proposta tem como objetivo formar, capacitar e certificar profissionais da navegação fluvial e marítima, ampliando as oportunidades de trabalho no setor e garantindo mais segurança no transporte aquaviário.

Segundo o parlamentar, a iniciativa busca valorizar a realidade amazônica.

“Nossos rios são as nossas estradas e precisamos investir na qualificação das pessoas que vivem nas diversas regiões do nosso Estado. Criando mais oportunidades, conseguiremos reduzir a migração para a capital e, consequentemente, fomentar a economia no interior”, destacou Cidade.

Estrutura e funcionamento

A Escola de Aquaviários deverá funcionar em regime de parceria técnico-operacional entre o Governo do Amazonas e a Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, respeitando as normativas e competências vigentes.

A instituição deverá ofertar cursos de:

  • Formação de marinheiro de convés e marinheiro de máquinas;
  • Capacitação para piloto fluvial, conforme regulamentação da Marinha;
  • Manutenção básica de motores e embarcações;
  • Treinamentos em segurança, sobrevivência e procedimentos de emergência.

Geração de empregos e valorização cultural

O projeto prevê ainda o incentivo à profissionalização de trabalhadores ribeirinhos, com ampliação do emprego formal e preservação do conhecimento tradicional de navegação, aliado à tecnologia e às normas de segurança atuais.

A formação abrirá oportunidades em diversos segmentos, como:

  • Tripulações de embarcações de linha regular (lanchas e recreios);
  • Balsas e ferry boats;
  • Apoio logístico e transporte de cargas;
  • Turismo fluvial (cruzeiros regionais, hotéis-flutuantes, pesca esportiva);
  • Serviços públicos essenciais (transporte escolar fluvial, saúde ribeirinha);
  • Oficinas e estaleiros para manutenção de cascos e motores.

Importância estratégica

A Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental possui jurisdição sobre cerca de 20 mil quilômetros de vias navegáveis, conectando sedes municipais, comunidades ribeirinhas e polos de serviços. Essa malha é considerada vital para a integração e o desenvolvimento socioeconômico do Estado.